Assim como ervas daninhas, o nosso amor nasceu no inesperado. Naquela pequena fenda entre o asfalto e a calçada. Eu me apaixonei, por suas letras, que não havia cor, nem cheiro. Não sabia sequer pronunciar seu nome. Mas algo em mim queria te ter por perto. Quando finalmente te vi, seu nome não veio, mas veio a certeza de que era você mesmo, o garoto das letras que me levaram a sair de casa, o olhar que me fez esquecer das cicatrizes deixadas e de todo o resto. Estava tão ansiosa, não sabia onde colocar as mãos, se sorria demais, se puxava algum assunto estranho. Estava meio perdida embora completamente ambientada. E foi a partir dali que a nossa plantinha cresceu, e cresceu tanto que não sei. Alastrou-se. Perdi o controle e você também. Hoje olho pra você e espero. Espero voltar no tempo e reconhecer seus olhos, e esquecer as cicatrizes deixadas e de todo resto. Mas você já não esta lá. Estou sozinha esperando reencontrar meu lugar nesta história.
Um comentário:
parece q o q eu escrevi, cabe grandao aqui..passa la
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