
Até que ponto os destinos podem se enlaçar e decidir toda uma vida? Se hoje a menina olha com paixão ávida ao menino e amanhã desconhece até a si mesma?! Quem garante a menina que tudo não passou de mais um sonho real, igual ao filme? E que o menino apesar do pouco que é tanto, consegue consagrar-se eternamente no enlaço de sua vida. Ele que não é linear e ela que sofre precipitado. Ela que espera respostas e explicações, sem mais perguntas e questionamentos. Espontâneo. Ela que se perde sempre nesses vazios do cotidiano, na resposta que não responde, no olhar que não olha. Ele que se cansa de tanta cobrança e tanta complicação. Eles que juntos formam tudo o que se consolidou e que juntos assistem de perto a ficção da vida. Ela que apesar dos anos continua olhando pela janela, esperando o tal menino, aquele de toda vida. Ele que na verdade é um pedaço de sonho, materializado com vida própria e programado para ser exatamente o que lhe cabe ser. E assim como na dramaturgia é ele quem continua passando e passando por sua janela.
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