domingo, 7 de fevereiro de 2010

Cheiro de loucura

Começou com um simples creme para as mãos, sem o menor sentido de ser. Aquele cheiro silvestre. Foi se esvaindo, tornando ralo e fraco e num piscar sua essência, forte e firme, e mais que isso, impregnada em mim. Lavei a mão tantas vezes, sabão, detergente, shampoo, nada. Que vício, que praga. Minha cabeça sabe que isso é impossível, veja só, frutas vermelhas. Mas meu olfato não mente, você brota nessas coisas ínfimas e me tira a paz. Do mesmo jeito em que surgiu na minha vida, impregnante e forte. Acabei por me habituar a esses novos conceitos, nova forma de viver. Contando os dias, vivendo a espera do que virá, que quando vem já foi. E agora como que cansado, esvaindo, o cheiro foi indo embora devagar. Esse cheiro que durou apenas o tempo do meu delírio. Na minha mão agora apenas o cheiro triste das frutas vermelhas e silvestres. Como uma alucinada, procurei seu cheiro em outros frascos, procurei algum vestígio de você ainda perdido por aqui. Procurei ver sentido em delírios e alucinações. Tentei ver sentido no que me disseram. Tentei entender. Tentei ver sinceridade e continuei me sentindo louca, alucinada. Tentei tantas fórmulas de ver razão no que não há, que escrevo o mesmo texto de novo, de trás pra frente, com o mesmo sentido destoante.

3 comentários:

Jenny Guimarães disse...

é a paixão enlouquece a gente!
gostei do blog..
beijoss!

Tico Litlle disse...

o creminho...bjos

Tamillys e Amanda disse...

Olá moça,
que texto mais interessante!
Gostei demais do teu blog.
Visita o nosso tb.
Estamos te seguindo,linda!
Bjim ;)

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