Loucuras, fotos, versos, distorções, filmes, alegrias, dores, música, violão, tormenta, tristezas, paixões, amor, você. Só você.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Próximo Futuro Próspero
Quando esta sereno demais, você me olha perdido e diz que o passar dos anos me deixara ainda mais bela. Sinto uma felicidade ou algum tipo de ironia interna. No fundo eu sei que daqui a alguns anos muitas coisas incríveis já terão acontecido, muito além da estética. O amor de hoje já terá se transformado em algo muito mais palpável e consistente. Terei algum ou alguns filhos. Uma casa estilo chalé, com cama aconchegante, sala de filmes, livros e um estúdio onde cantarei feliz. Mas tudo isso depois daquele dia de sorte grande, quando iremos juntos tentar a sorte, eu na sena e você na loto, e num ato de coincidência incrível ganharemos juntos e nos tornaremos o casal mais rico e feliz do mundo. Tudo isso sem perder a noção, sem se tornar um desses casais banais onde tudo gira em torno de uma roupa da moda ou do seu novo cachorro de raça. Poderei tirar enfim todas as crianças das ruas, com direito à comida boa e um alfajor diário. Fora às aulas de música para dar cor aos dias. E talvez eu até ganhe algum prêmio muito importante por minhas composições ou lance um livro, mas nada vai se comparar com o elogio que receberei pessoalmente do Chico Buarque, será inesquecível. Teremos uma dessas câmeras modernosas, que registram cores vivas. Almodóvar ficara impressionado com sua sensibilidade, será um amigo muito próximo que nos dará dicas para os nossos filmes. E quando ficar sereno demais, eu vou me lembrar de dias como esse, em que sonhei pequeno.
sábado, 7 de março de 2009
Plural: Eu.
Respiro novos ares enfurnada em outros cantos. Enchendo-me de coisas estranhas para conter toda minha entranhes. Esperar tanto e ter sempre essa ausência qualquer, camuflada em algum tipo de falsa satisfação. Preciso voltar ao meu estado normal de singularidade. Esse plural abandonado, um fardo de solidão. Estou sentindo as nossas saudades.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Caio Fernando Abreu
"Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa"
Caio Fernando Abreu
Porque ele é ótimo e muitas vezes fala por mim.
Caio Fernando Abreu
Porque ele é ótimo e muitas vezes fala por mim.
Bússola do coração
Não queria lhe culpar por minhas tristezas. Bem sei que se talvez eu fosse um tanto mais forte esse tipo de atitude não me magoaria. Mas eu não sou. Por vezes parece desmazelo outrora descaso. Talvez só um pouquinho de atenção bastaria. Tem doído muito, mas sei também que você não repara muito as entrelinhas. Cada atitude sua tem um peso tremendo e cada lágrima minha me orienta que direção tomar. Não quero mais sofrer tanto, ver arder em mim cada atitude que não aprovo. Saudade dos tempos de paz e calmaria. Quero voltar a sorrir.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
"Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí"
Não dormi bem essa noite. Deitei chorando e sonhei que chorava. Estou precisando tanto viajar, sem preocupações, passar cada dia como se fosse uma semana, ir de encontro a tranquilidade que está sempre lá a espera. Ver todas aquelas pessoas que se importam comigo me faria bem. Às vezes acho que é só mimo, outras tenho certeza que não. Preciso sentir firmeza onde piso ou então travo. Quando minha irritação atrai mais do que minha felicidade, já não sei não.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Seque o cantar da chuva
Hoje choveu por horas seguidas e o barulho da chuva me soava tão melancólico que me deixou aflita. E senti tanto a sua falta. Eu quis te escrever mil coisas e me descrever inteira e te contar todos os segredos. Quis ter você mais perto e onipresente e te transformar num ser irreal assim como nos meus sonhos em que você está sempre presente e jamais oculto. O céu parece chorar sua ausência num apelo sem fim e o meu corpo quer sua presença marcada em mim e meu coração implora para que você não me deixe nunca perdida assim. Quero você sempre assim intenso e para sempre. Só não me esqueça nesses dias de chuva.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Decolando rumo ao nada
Eu temi tanto, quis com todas minhas juntas que isso não acontecesse... mas aconteceu e agora? Só silêncio, um oco e essa impaciência completa. Como eu já previa. Previsão não previne, só antecipa as dores. Queria voltar no tempo para dar valor aos sentimentos que eu tanto esnobei. Talvez os sentimentos passados e esse vazio presente carente se tornassem bons aliados. Você me trouxe o amor, me apresentou a confiança, me tirou do chão e me fez voar. Mas a matéria sublime que te compunha se evaporou e eu cai feio nesse vazio... como costumava ser.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Um belo lugar
Isso nada mais é do que um sofá branco, onde eu posso deitar com sapato sujo de lama. Um cantinho assim só meu, onde ser em excesso não incomoda nem fere ninguém.